A Prefeitura de São Paulo através do PROBEM, reune setores públicos, privados e ONG’s, para os festejos do Dia Mundial do Animal.
Será lançado no dia 27 de setembro de 2009 o Circuito Cultural Animal que terá inicio com a tradicional Cãominhada do Ipiranga às 9h30, seguida por feira de ONG’s de proteção animal. Nesse mesmo dia, às 20h00, na Igreja de São Francisco, acontecerá o Concerto pela Paz, com entrada franca.
Durante a semana de 27/9 a 4/10, serão realizadas exposições sobre a guarda responsável, adoção, vegetarianismo, animais utilizados para entretenimento, tráfico de animais selvagens, alternativas ao uso de animais no ensino e legislação sobre maus tratos, em diferentes pontos da cidade.
No dia 2/10 acontecerá o seminário "Pit Bull: Uma Visão Além do Preconceito" com renomados profissionais da área, na Assembléia Legislativa, das 9h00 as 19h00. No mesmo dia 2/10 a Dra. Sheila Waligora, veterinária e especializada em comunicação entre espécies, estará palestrando no espaço UMAPAZ.
No dia 3/10 haverá o lançamento das Segundas sem Carne no Pq. do Ibirapuera, pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, e uma feira com diversas ONG’s de proteção animal e ambiental. Nesse mesmo dia, às 7h00 e às 15h00, acontecerão as missas na Igreja de São Francisco com o tema "São Francisco e o cuidado com a criação - contemplação".
No dia 4/10, Dia Mundial dos Animais, será feita uma Cãominhada na região da Paulista, saindo da Praça Alexandre de Gusmão às 9h30, passando pela Al. Jaú, subindo a Min. Rocha Azevedo, entrando à direita na Al. Santos, e finalizando na própria Praça Alexandre de Gusmão. Haverá feira de ONG’s de proteção animal, adoção no Casarão da Av. Paulista, performances com diversos artistas e doação de brindes pelas empresas participantes.
Também no dia 4/10, a Igreja de São Francisco, realizará missas festivas em honra de São Francisco de Assis às 7h00, 9h00, 11h30, 16h00, 19h00. Às 11h30 será a "Missa ecológica" com benção especial para os animais na igreja. Durante todo dia haverá feirinha de adoção, atendimento veterinário gratuito e benção dos animais.
Acontecerão também feiras de adoção de animais especiais e outras, durante toda a semana em locais a serem divulgados. O Centro Cultural Matilha, Centro Cultural da Juventude e Centro Cultural Rio Verde participarão também do Circuito Cultural Animal.
Mais informações: http://www.circuitoanimal.org/circuitoanimal/htms/default.htm
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Circuito Cultural Animal - São Paulo - SP
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Um pequeno (grandioso) guia de saúde!
(Elaborado pelo Dr. Mauro Anselmo Alves – Veterinário - CRMV-SP 5802)
Dicas, cuidados e algumas atitudes que podem salvar o seu cão em emergências, não deixem de ler!
Para facilitar, dividimos esta orientação em três fases: FILHOTES, ADULTOS e MELHOR IDADE.
FILHOTESA saúde do filhote começa no ventre da mãe!
A base da alimentação de um filhote deve ser uma boa ração (hoje dispomos no mercado de várias marcas e de produtos para todas as condições econômicas) a escolha deve ser feita sob orientação de seu veterinário, evitando fazer mudanças bruscas de marcas ou tipos de ração. E lembre-se: usar alimentos destinados a consumo humano e misturá-los a ração não é uma prática recomendável, nem deixar os alimentos à disposição por longos períodos.
Cães têm o trato digestivo próprio para digerir grandes quantidades de alimento por vez, por isso não se deve deixar alimento à vontade para eles, pois não têm noção da quantidade certa. Devemos dar a um filhote 3 ou 4 refeições por dia e deixar este alimento disponível por um período não maior que 20 minutos. Caso ele não coma tudo, devemos retirar as sobras e nenhum outro alimento deve ser dado nos intervalos entre as refeições caso ele não tenha comido.
As quantidades de alimento por refeição variam quase que individualmente, mas, como regra geral, podemos tomar como medida, calcular o volume de ração por refeição, dividindo o volume de metade do tamanho do crânio por dois. Isto preencherá as necessidades de cada refeição de seu filhote. Nas embalagens dos alimentos existem tabelas que correspondem à idade, peso e quantidades em gramas de ração por dia, siga-as corretamente, pois são calculadas em razão das proteínas necessárias a cada cão.
Claro que todas as vezes que você for comer seu filhote vais se interessar pelo que está comendo. Você deve resistir “bravamente” à tentação de dividir petiscos com ele.
Nos intervalos das refeições de um filhote que se alimenta bem, podemos agregar à dieta dele: frutas (restrinja as quantidades), legumes crus, queijo branco ou ainda uma infinidade de petiscos criados para cães e que podem ser dados desde que com bom senso. Esses petiscos não devem alterar o balanceamento dado pela ração. Então evite ser exagerado. Não esqueça ainda de garantir uma vasilha com água limpa e fresca sempre à disposição de seu filhote.
HIGIENE
Os banhos podem ser dados em qualquer cão e em qualquer idade desde que alguns princípios sejam seguidos:
- os cães não podem e nem devem sofrer bruscas mudanças de temperatura sob risco de resfriarem-se;
- a água do banho deve estar à temperatura ambiente;
- os cães têm que, obrigatoriamente, serem bem secos após o banho.
Com isso, evitamos os resfriados e o mau cheiro.
Os olhos dos cães têm uma natural secreção de lágrima e se ela estiver exagerada ou surgirem sujidades você pode limpá-los com uma gaze embebida em soro fisiológico gelado.
Os dentes também devem ser escovados semanalmente, com escovas e cremes dentais apropriados, evitando-se desta maneira a formação de placa bacteriana (tártaro) e o mau hálito. (Existe no site um tópico especial a respeito do cuidado bucal)
Os ouvidos devem ser inspecionados e limpos pelo menos uma vez por semana, caso o volume de secreções aumente ou tome cores diferentes, uma visita ao seu veterinário é fundamental para resolver o problema. Existe no mercado uma enorme quantidade de loções para higiene auditiva e elas são muito úteis. Não esquecendo que devemos limpar os ouvidos na região onde enxergamos e nunca utilizar instrumentos de inspeção para o conduto do ouvido (deixe isso para seu veterinário!).
Para a prevenção de doenças infecto-contagiosas, converse com seu veterinário para saber qual procedimento será usado no caso de seu filhote.
DOENÇAS
Cinomose: doença viral de alto contágio, de distribuição mundial, atingindo cães em todas as idades e causando um quadro neurológico de caráter irreversível, com seqüelas tais como: paralisias, tiques nervosos, convulsões, falta de coordenação motora permanente e etc. A contaminação dá-se por contágio direto cão a cão (ou com as secreções). A vacinação periódica garante proteção efetiva.
Parvovirose: doença viral de alto contágio, de distribuição mundial, atingindo cães de todas as idades, com predominância de filhotes, em que se observa um quadro de infecção gastrointestinal severo, com vômitos intensos e diarréia sanguinolenta, desidratação séria e que causa a morte de percentual elevado de acometidos. A transmissão se dá cão a cão. A vacinação periódica garante proteção efetiva.
Raiva: doença viral aguda e que depende da inoculação do vírus na corrente circulatória. Pode passar para o homem (zoonose) e a transmissão ocorre pela mordida de cães doentes (ou ainda de gatos ou morcegos hematófagos) em cães saudáveis e seu controle é efetivo pela vacinação anual dos cães. O quadro da doença em si é neurológico e passa por fases de hidrofobia (medo de água), salivação intensa, paralisia, “cegueira” e morte.
A doença não tem cura nem em cães nem em pessoas.
Tosse dos canis: Doença mista viral e bacteriana com aspecto zoonótico (pode passar para pessoas imunodeprimidas) com quadro respiratório agudo, com ou sem descarga nasal ou oral de catarro ou muco e de ocorrência maior nos meses mais frios. A vacinação é bastante efetiva.
Leptospirose: doença infecto-contagiosa de origem bacteriana, transmitida pelo contato com urina de ratos contaminados com a bactéria. Até onde se conhece, existem mais de 20 tipos ou sorovares de leptospiroses que podem acometer os cães e trata-se de Zoonose (passa ao ser humano). Para ser infectado há a necessidade do contato da urina contaminada, com as mucosas ou pele ferida. A doença causa um quadro de infecção nos rins e fígado e leva a maioria dos cães à morte. A vacinação contra os sorovares ictero-hemorrágica e canícola preenche uma proteção bem segura contra a doença mais evidente em nosso país.
VACINAS
As vacinas devem receber reforços segundo o esquema:
Entre seis e oito semanas: V8 + anti-tosse
Após 21 dias: V8 + anti- tosse
Após 21 dias: V8 + anti-tosse + anti-rábica
Reforços anuais: V8 + anti-tosse + anti-rábica
Nos locais onde a leptospirose for um problema mais sério, intercalar uma dose de vacina contra leptospirose a cada seis meses.
Além disso, um bom e efetivo controle de parasitas intestinais através de exames periódicos de fezes com a administração de medicamentos apropriados é ideal.
Temos, ainda, o controle de parasitas externos como pulgas e carrapatos com o uso de preventivos mensais, assim como a prevenção do verme do coração (dirofilariose) que também deve seguir um esquema de controle.
Outro assunto a ser tratado é sobre a reprodução de seu filhote. Se a decisão de você como proprietário é não querer reproduzir seu cão, converse com seu veterinário sobre as vantagens da castração precoce, que deve ocorrer antes da puberdade.
Completada a fase de vacinação leve seu filhote para passear sempre atrelado a uma guia segura e procure orientação para treiná-lo.
Todas estas medidas devem garantir ao seu filhote um ingresso na vida adulta sem problemas.
SAÚDE DO ADULTO
A alimentação deve receber atenção especial quanto ao volume de calorias a fim de evitar ter um cão obeso ou subnutrido. Cuidado com as suplementações sem orientação veterinária, pois elas podem levar o seu cão a desenvolver doenças metabólicas.
Os passeios devem ser regulares e evite deixar seu cão sedentário ou com tédio por falta de atividades.
Sua pelagem deve receber atenção redobrada nos meses de muda de pêlo e uma visita veterinária anual pelo menos para reforços de vacinas deve ser garantida.
Algumas doenças genéticas da sua raça devem ser investigadas antes dos dois anos e antes de se pensar em reproduzir.
SAÚDE NA MELHOR IDADE
Após os seis ou sete anos os cães iniciam um processo de envelhecimento natural da espécie e alguns detalhes são importantes para garantir sua longevidade com qualidade.
A alimentação deve ser apropriada com maior aporte de fibras, menor quantidade de proteínas e de calorias e o incremento de glucosamina e condroitina ajudam a retardar o envelhecimento. Os passeios e a vida não sedentária ajudam a manter o equilíbrio e o bem estar do cão nesta fase.
Uma visita anual ao veterinário com a realização de exames preventivos possibilita a prevenção de doenças degenerativas como os tumores, doenças cardíacas e as artroses por exemplo.
A vacinação anual continua sendo recomendada, principalmente em nosso meio, onde pouco se pratica a medicina preventiva. Uma revisão periódica nos dentes, olhos e ouvidos, previnem o mau envelhecimento de seu cão.
EMERGÊNCIAS
Enquanto o veterinário não vem, há algumas situações em que a ação imediata do proprietário pode significar a diferença entre a sobrevivência ou não de seu cão.
Os principais objetivos numa emergência são: manter o cão vivo até chegar a um ponto de assistência, prevenir o sofrimento desnecessário e controlar o agravamento da causa.
As regras numa situação de emergência são: manter a calma, contatar um veterinário o mais rápido possível, prevenir mais acidentes, controlar possíveis hemorragias e garantir a respiração do cão.
ACIDENTES MAIS COMUNS
Choque, como o nome diz, é uma situação repentina e que tem as causas mais variadas: choque elétrico, atropelamentos, queimaduras severas, excessos de calor ou de frio, parada cardíaca, envenenamento, picadas de insetos, de cobras ou aranhas e desidratação aguda.
Os sinais mais comuns são os desmaios, fraquezas, mucosas pálidas, extremidades frias, pulso fraco e a respiração curta ofegante e rápida.
Imediatamente tente manter a calma, escute o coração do cão e contenha alguma possível hemorragia. Mantenha o animal seguro e confortável e leve-o ao veterinário o mais rápido possível.
Os acidentes de trânsito são muito comuns e na maioria, se não causam a morte súbita, levam o cão a um estado de choque. Com ou sem fraturas e hemorragias sempre leve-o a um veterinário assim que possível. Podemos usar um cobertor ou uma toalha como se fosse uma maca, que deve ser deslizada para baixo do cão sem grandes movimentos bruscos. Se a respiração estiver mantida e você tiver como, faça uma “mordaça” evitando levar uma mordida em virtude de dor de fraturas ou lesões traumáticas.
Outro caso interessante é a obstrução da boca e vias respiratórias por objetos como brinquedos e bolas que se instalam na boca do cão impedindo-o de respirar, imediatamente deite-o de lado e remova o mais rápido possível!
Os afogamentos podem ser socorridos removendo o cão de dentro da água, de preferência com a cabeça mais baixa que o resto do corpo e massageando as costelas do cão, com compressões a cada cinco segundos (vigorosas e firmes).
A presença de sangue, vômito ou excesso de saliva podem obstruir a passagem do ar durante um acidente, vire a língua dele para o lado, tentando remover o máximo de secreções possível, restabelecendo a passagem de ar.
No caso de seu cão apresentar uma convulsão, não dê nenhum medicamento a ele! Coloque-o num lugar seguro evitando mais acidentes, num local mais calmo e sem muita luz. Quando cessarem os sintomas leve-o imediatamente ao pronto-socorro veterinário para receber medicação adequada.
Nos casos de envenenamento podemos tomar algumas medidas iniciais, caso saibamos o agente causador. Se for, por exemplo, um agente corrosivo, podemos administrar a clara de um ovo ou carvão imediatamente após a ingestão. E logo em seguida procurar assistência veterinária.
Se não conseguir identificar a substância causadora, evite medicar o cão para evitar sobreposição de agentes que poderão mascarar o diagnóstico da intoxicação.
Caso o agente seja não corrosivo e você possua a embalagem desta substância, leve-a consigo ao veterinário, pois isso ajudará no atendimento.
Seu BOM SENSO pode diferenciar o fim de uma situação dessas então use-o!
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Cuidado com os dentes e mau hálito dos cães
Poucos donos têm conhecimento ou disposição para tratar dos dentes de seus cães, mas esse é um cuidado indispensável!
Os cães têm duas dentições, a temporária e a definitiva.
A dentição temporária é constituída por 28 dentes, 14 em cada maxilar.
A dentição definitiva é constituída por 42 dentes, 20 superiores e 22 inferiores.
Durante esta fase os animais têm coceiras nas gengivas e tendem a roer objetos para aliviar. Assim, os animais devem ter à sua disposição brinquedos para roer, de modo a evitar que destruam os objetos e móveis de casa, assim como para que não fiquem mordendo os seus donos!
As cáries, tártaro e inflamações das gengivas são problemas que também acontecem nos cães e que podem ser evitados, ou diminuídos em sua gravidade, seguindo algumas regras básicas:
Deve-se escovar os dentes do seu cão, de preferência diariamente (no mínimo, uma vez por semana), utilizando uma escova de dentes específica para cães (alternativamente poderá utilizar uma escova infantil) e uma pasta formulada também especialmente para cães. Habitue o animal à escovação dos dentes, começando por massagear as gengivas com os seus dedos, depois com uma gaze enrolada à volta do dedo e finalmente com uma escova. Incentive, também, o cão com petiscos ou carinhos para que este associe a escovação a uma atividade prazerosa.Os alimentos e os brinquedos que estimulam a mastigação desempenham também uma função profilática importante! Portanto, "mãos à obra!"
terça-feira, 14 de julho de 2009
CÃOMINHADA - CCZ - SP
Aqui vai mais uma dica para quem quiser e puder ajudar:
Todos os Domingos, das 10h00 às 12h00, são realizados passeios com os cães que encontram-se para ADOÇÃO no CCZ-SP (Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo), exceto se chover.
(Havendo voluntários, esta atividade poderá ser feita também de segunda a sábado. Os interessados deverão deixar o seu nome e dia que podem participar durante a semana.)
A atividade teve início em 17/05/09, faz parte do Programa de Minimização do Impacto de Danos (MID) aos animais internados no CCZ. Parceria entre o Programa de Bem-Estar de Cães e Gatos e CCZ.
Esse evento tem como objetivo, além de ajudar, promover aos cães abandonados e aos voluntários um dia de passeio e diversão.
Também é uma grande oportunidade para, quem sabe, adotar o “amigo” depois de conhecê-lo melhor!
São 300 animais que precisam de voluntários para o percurso de 400 metros aproximadamente. O CCZ fornece guias e coleiras, pois nem todos os animais são obedientes ou estão acostumados.
Quem Participa:
• Funcionários plantonistas do CCZ-SP (veterinários e agentes);
• Monitores Voluntários (orientadores dos grupos de passeadores);
• Passeadores (público em geral – acima de 16 anos).
Observação: Os voluntários não-cadastrados ao evento devem chegar mais cedo ao local para receber a ficha de cadastro e orientação sobre a Cãominhada.
Para maiores informações:
CCZ – SP
Site: http://www9.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/sms/probem/ccz/caominhada
Endereço: Rua Santa Eulália, 86 – Santana – São Paulo – SP – Cep: 02031-020.
ou Ligue para o Telefone 156.
terça-feira, 7 de julho de 2009
RGA - Registro Geral Animal em São Paulo - SP
Em 18 de maio de 2001, a então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, sancionou a Lei de nº 13.131, de autoria do vereador Roberto Trípoli, que posteriormente virou Decreto Municipal.
À época muitos donos de cães manifestaram opiniões contrárias ao Decreto, alegando ser uma medida para “cachorro de madame”.
Mas a questão é muito mais complexa que isso!
Basta observarmos o crescimento desordenado dos cães de rua. Estão procriando aos montes, amparados por algumas pessoas de bom coração que dão algum tipo de alimento no dia a dia e acabam por permanecerem (por falta de opção) nas ruas, sendo mal tratados, correndo riscos de atropelamentos entre outros.
Vamos imaginar a seguinte situação: você está saindo com seu carro e antes de fechar a garagem, alguém estoura um rojão. Seu cão assustado sai em disparada para a rua e você, apesar de tentar correr atrás dele, não o encontra mais nas redondezas de sua casa. Como encontrá-lo? Como alguém que possa ter acolhido o seu cão poderá devolvê-lo?
Isso pode acontecer com qualquer um, mesmo com os mais cuidadosos!
O RGA (Registro Geral Animal) é um número de identificação em uma pequena placa metálica que deve ficar sempre na coleira. Além disso, o dono recebe uma documentação com todos os dados do animal. Semelhante ao nosso RG.
Animais encontrados sem o registro são encaminhados para o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses).
Se o animal estiver com o número de seu RGA na coleira, o proprietário será facilmente encontrado e poderá retirar seu animal imediatamente.
Na retirada do documento, os animais registrados recebem gratuitamente (no CCZ) a vacina contra raiva, caso não a tenha aplicado ao cão na data oportuna.
O dono que não fizer o registro de seu animal pode levar uma multa de R$ 20,00 por animal não registrado.
O RGA é realizado no Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo - SP, ou estabelecimentos veterinários credenciados.
O proprietário precisa apresentar os seguintes documentos:
Comprovante de residência;
RG;
CPF;
Atestado de vacina contra raiva emitido e assinado por médico veterinário ou comprovante do Centro de Controle de Zoonoses do município expedido nos 12 meses anteriores ao RGA.
Para Maiores informações consulte:
Centro de Controle de Zoonoses – CCZ
Site: http://www9.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/sms/probem/
ou Ligue para o número 156.
Endereço CCZ: Rua Santa Eulália, 86 – Santana - CEP: 02031-020 – São Paulo – SP.
VERIFIQUEM EM SUA CIDADE SE ESTE SERVIÇO OU SIMILAR ESTÁ À DISPOSIÇÃO!
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Envenenamento - Um perigo próximo!
Os envenenamentos lideram o “ranking” de mortes abruptas de cães, seguidos pelos casos de atropelamentos!
A veterinária Renata Ardito, explica:
“Através dos sintomas é possível ter uma ideia do veneno usado. Por exemplo: com mata-ratos, o animal tem hemorragia, as mucosas ficam pálidas, ocorre letargia e depressão. Com a estricnina ocorrem convulsões, rigidez muscular, taquicardia, hipertermia, apneia e vômito”, diz Renata.
No Brasil, uma portaria de 1980 proíbe produtos contendo estricnina, que figura na lista da Anvisa de substâncias proscritas no país. No entanto, há locais que comercializam o veneno ilegalmente.
Nos envenenamentos por inseticidas, os sintomas são salivação, lacrimação, diarreia, vômito, constrição das pupilas, contrações musculares, respiração asmática, convulsões e coma.
Outras substâncias que os proprietários podem considerar inofensivas também são culpadas por intoxicações de pequenos animais: remédios de uso humano; aspirina, mertiolate e água boricada, por exemplo. Sprays e inseticidas, desinfetantes, ceras e outros produtos de limpeza usados em casa podem também intoxicar o animal.
O chumbinho ou veneno 1080 é um dos venenos mais conhecidos pelo público, à base de estricnina. Muito utilizado no combate aos ratos, o monofluoracetato de sódio é considerado o mais perigoso do mundo porque não tem cor, cheiro ou sabor; é altamente solúvel em água e facilmente absorvido pela pele. Não há nenhum antídoto conhecido e uma colher de chá do veneno pode matar até 100 pessoas adultas!
A morte provocada pelo chumbinho é difícil de determinar, já que os sintomas se parecem com aqueles de um ataque cardíaco. Os sintomas aparecem cerca de 30 minutos após a exposição ao produto e a morte pode acontecer entre duas e sete horas. No Brasil, inclusive, são registradas cerca de 200 mortes de crianças causadas pelo chumbinho por ano.
“Às vezes, os ‘agressores’ misturam dois ou mais venenos diferentes em uma mesma isca. O animal começa a ter vários sintomas, dificultando a identificação dos venenos. Neste caso eu costumo usar todos os antídotos juntos”, reforça a veterinária.
O envenenamento de animais está previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal 9.605, de 13/02/98). O artigo 32 da lei diz que é considerado crime ambiental “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”. A pena prevista é detenção de três meses a um ano e multa.
A SEGUIR ALGUMAS DICAS QUE PODEM AJUDAR A PREVENIR:
O QUE ATRAI ENVENENADORES
É importante entender os motivos que podem levar alguém a querer envenenar um cão. Ladrões envenenam cães para evitar latidos e mordidas e, assim, facilitar a invasão de residências. Vizinhos o fazem por se irritarem com latidos excessivos. Transeuntes podem querer se vingar do cão que late para eles e quer atacá-los, mesmo que esteja por trás de uma grade.
AFASTAR MAL-INTENCIONADOS
Dificulte ao máximo a invasão da sua casa aumentando a proteção dela com outros recursos, além da presença do cão. Quanto maior a dificuldade para invadi-la, tanto menor o interesse dos ladrões pela casa e menor o risco de quererem envenenar o cão.Evite também que o cão seja um distúrbio para a vizinhança. Ensine-o a não latir compulsivamente. Crie maneiras de não fazer os pedestres se sentirem ameaçados ou assustados.
Mais uma iniciativa é pôr uma câmera filmadora, ou uma imitação, direcionada para o portão, para que as pessoas mal-intencionadas se sintam vigiadas.
TREINAMENTO BÁSICO
Um modo simples, porém, muitas vezes não eficaz diante de tantas formas diferentes do cão poder ser envenenado acidentalmente ou por criminosos, é a de ensiná-lo a não comer nada do chão ou dado de outras pessoas que não os seus donos / familiares.
Com o cão preso à guia, deixe algum tipo de comida, preferencialmente as mais atrativas e utilizadas pelos criminosos como carne, por exemplo, jogada ao chão. Passeie com o mesmo por perto e, assim que o cão demonstrar interesse pelo alimento puxe levemente a guia e repreenda-o com um “Não!” bem firme. Repita várias vezes o exercício até que o cão perca o interesse pela isca. Como prêmio, você pode dar um outro pedaço de carne, autorizando-o a comer de suas mãos, ou seja, desta maneira ele assimilará com o tempo que pode comer com sua autorização.
Repita o treinamento aumentando a quantidade de iscas e depois tente fazer o mesmo sem o uso da guia, em locais diferentes, com a presença de estranhos e com o animal sozinho. O treinamento não é fácil. Requer muita paciência, dedicação e tempo. Principalmente com nossos agitados e “gulosos” Fox Paulistinhas!
ADOÇÃO DE TÉCNICAS COMPLEMENTARES
Para aumentar a eficácia do treino, é preciso usar um único local para a alimentação rotineira do cão. Além disso, NUNCA MAIS deverá ser jogada comida para ele no dia-a-dia. Cuidado, portanto, para que as visitas não arremessem pedaços de churrasco ao cão e para que as crianças não deixem cair comida no quintal. Resista firmemente àqueles olhos “pidões”!É importante testar periodicamente se o cão continua rejeitando comida de risco. Simula-se uma situação na qual alimento é atirado por um estranho. Se o cão comer o alimento ou se não houver certeza da rejeição, um novo treinamento deverá ser iniciado ou mesmo avaliar a necessidade de contratação de um Profissional Habilitado para conduzi-lo com maior eficácia.
ATENÇÃO: A QUALQUER SINTOMA DE ENVENENAMENTO LEVE O ANIMAL IMEDIATAMENTE AO VETERINÁRIO!
Fontes consultadas:
Revista Cães e Cia - Edição 333 - Fevereiro 2007 / Alexandre Rossi)
(sites: www.caes-e-cia.com.br / www.caocidadao.com.br)
Revista Pequenos Cães Grandes Amigos
(site: www.pequenoscaes.com.br)
Agradecimentos à Dra. Renata Sanita Ardito, médica veterinária.
terça-feira, 23 de junho de 2009
O Inverno chegou!
Muitos pensam, erroneamente, que os animais não sentem frio, mas quando a temperatura cai, os cachorros também sentem as consequências, principalmente os de pêlos curtos, como o caso de nossos Fox Paulistinhas.
No inverno, eles podem adquirir doenças típicas da estação como a tosse dos canis. Os sintomas são parecidos com os do nosso resfriado: febre, espirros, coriza, tosse e falta de apetite. E para que ele não sofra tanto com as mudanças bruscas de temperatura, ai vão algumas dicas:
- Opte por roupinhas para deixá-los mais aquecidos, principalmente para passear na rua e à noite. Qualquer Pet-Shop tem uma infinidade de modelos, cores e preços para você escolher.
- Passeios. O ideal é sair com seu cão quando estiver sol, mas como no inverno também há dias em que o sol está bem quente, muita atenção com os passeios feitos a partir do meio-dia, o sol muito forte pode queimar as patinhas deles em contato com o solo.
- Conforto. Não é preciso colocar o cão para dormir na cama com você, mas ele merece um cantinho gostoso e quente. Se ele dorme em piso frio, forre o lugar com um tecido ou cobertor e abrigue-o longe do vento.
- Banhos sob medida. Diminua a frequência de banhos (se possível). Em vez de semanal, pode ser quinzenal. E muita atenção aos cuidados pós-banho, é preciso certificar-se de que o lugar escolhido tenha água quente e seja fechado. Outra dica é não sair logo em seguida, pois isso evitará um choque térmico nos dias muito frios.
- Se o seu cão não pára um segundo (nosso caso!), você pode aumentar a porção de ração em 20% nesta época, pois o consumo de alimento aumenta o nível energético, mas o ideal é manter a alimentação saudável, com uma ração de qualidade e frutas. Já para os cães obesos (raridade nos nossos pequeninos), nada de aumentar a comida.
Seguindo essas pequenas dicas, seu cão e você curtirão essa época do ano sem problemas!
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